Um plano útil não tenta restaurar tudo de uma vez. Ele define qual interface protege uma operação crítica, quanto tempo ela pode parar e qual evidência confirma uma recuperação correta.
1) Classifique interfaces por impacto
Comece pelo processo: folha de pagamento, admissão, pedidos, faturamento ou compras. Para cada interface, registre owner de negócio, origem, destino, janela operacional e consequência das mensagens pendentes.
2) Backup de iFlow não é recuperação completa
Artefatos exportados ajudam, mas não substituem configuração por ambiente, certificados, usuários técnicos, destinos, Cloud Connector e endpoints externos. Mantenha um inventário versionado das dependências, sem guardar segredos em repositórios.
3) Crie um runbook para a primeira hora
O runbook precisa apontar quem declara o incidente, o que verificar primeiro, como limitar o impacto e para quem escalar. Inclua links de monitoramento, critérios para pausar ou reprocessar e o canal de comunicação.
4) Recupere sem duplicar eventos
Depois que a conectividade volta, o risco passa às mensagens acumuladas. Reprocessamento exige idempotência, intervalo controlado e reconciliação com o destino. Um iFlow concluído não prova que o resultado de negócio ocorreu uma única vez.
5) Teste antes do incidente
Faça exercícios controlados, registre tempos reais, passos ambíguos e dependências sem documentação. Cada teste deve terminar com melhorias e responsáveis definidos.
Checklist
- Catálogo de interfaces com prioridade e owner.
- RTO/RPO acordados.
- Dependências por ambiente registradas.
- Runbook e escalação definidos.
- Reprocessamento testado sem duplicidades.